quarta-feira, 13 de maio de 2009

INTERVALO ALÉM DAS LETRAS


LER É DESCOBRIR MUNDOS...
QUE HISTÓRIA LIDA TE COMOVEU A PONTO DE TORNAR-SE INESQUECÍVEL?
COMENTE...
DIVIDA CONOSCO ESSA EXPERIÊNCIA!

CONSIDERAÇÕES

O trabalho de leitura de uma obra de Clarice permitiu que aumentássemos o nosso leque de conhecimento literário, posto que ainda que "ignoremos" tantas coisas que circundam a vida e mesmo obra da referida autora, podemos dizer a partir de agora que somos conhecedores e até apreciadores de tão especial talento.
Ainda aprendizes no campo das artes literárias, pretendemos tornar-nos a cada dia leitores eficientes, apreciadores dedicados e assíduos produtores de texto.
O nosso blog encerra aqui as postagens sobre o romance e lido e desde já vos convida a visitar-nos nos próximos dias. Teremos nova leitura e novos espaços de discussão!
É sempre um prazer publicar nossas postagens!
Gratos pelos comentários...


P.S: Se houver sugestões ou textos que você deseja publicar aqui, deixe a sua solicitação no comentário e registre o seu email. Entraremos em contato.

Sinopse: A hora da estrela

Sinopse: A hora da estrela

No romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, Rodrigo S.M conta a história de Macabéa, vinda de Alagoas para o Rio de Janeiro onde vivia com mais quatro colegas de quarto, além de trabalhar como datilógrafa. Macabéa é uma mulher comum, para quem ninguém olharia, ou melhor, a quem qualquer um desprezaria: corpo franzino, doente, feia, maus hábitos de higiene. Além disso, era alvo fácil da propaganda e da indústria cultural (para exemplificar, seu desejo maior era ser igual à Marilyn Monroe, símbolo sexual da época). Nossa personagem não sabe quem é, o que a torna incapaz de impor-se frente a qualquer um. Começa a namorar Olímpico de Jesus, nordestino ambicioso, que não vê nela chances de ascensão social de qualquer tipo. Assim sendo, abandona-a para ficar com Glória, colega de trabalho de Macabéa; afinal, o pai dela era açougueiro, o que lhe sugeria a possibilidade de melhora financeira.
Triste, ela busca consolo na cartomante, que prevê que ela seria, finalmente, feliz... a felicidade viria do "estrangeiro".
De certa forma, é o que acontece: ao sair da casa da cartomante, Macabéa é atropelada por Hans, que dirigia um luxuoso Mercedes-Benz. Esta é a sua "hora da estrela", momento de libertação para alguém que, afinal, "vivia numa cidade toda feita contra ela". Existe a necessidade constante de descobrir-se o princípio, mas o homem, limitado que é, não conhece a resposta a todas as perguntas. A personagem narradora não é diferente dos outros homens, porém, mesmo sem saber tais respostas, de uma coisa ela tem certeza e, por isso, ela afirma: "Tudo no mundo começou com um sim." É preciso dizer sim para que algo comece, por isso, ela diz "sim" a Macabéa. Alguém que forçou seu nascimento, sua saída de dentro do narrador, tornando-se a nordestina, personagem protagonista de seu romance. É o grito do narrador que aparece no corpo de Macabéa: "Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás - descubro eu agora - também não faço a menor falta, e até o que eu escrevo um outro escreveria. Um outro escritor sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas."
Assim, ela é uma entre tantas, pois quem olharia para alguém com "corpo cariado", franzino, trajes sujos, ovários incapazes de reproduzir? Com ela o narrador identifica-se, pois ele também nada fez de especial; por outro lado, não se pode esquecer de que quem escreve é Clarice Lispector, conforme se afirma na dedicatória.

Avaliação Crítica do Livro

A escrita de Clarice Lispector situa-se numa confluência de paradigmas, ela escreve numa forma menos popular, mais culta e com menos objetividade. Ela entretece destece e põe em tensão: as cenas que descreve no livro, isto significa que em seus textos encontram-se veios recessivos que, transformados por sua perspectiva estilística pessoal, criam um laço significativo entre realidade e a “realidade adivinha.”
Neste sentido ela produz uma poética que lhe é própria, que marca sua forma de escrever.
Textos em mutação, as narrativas de Lispector sublinham a precariedade e o nomadismo da consciência e da existência, entre as aleluias e as agonias de ser.
Dessa forma, desencadeia-se, na primeira parte do livro, todo um processo que atravessará a narrativa até o seu desfecho. O narrador homem - Rodrigo S. M. – tecerá reflexões sobre a posição que o escritor ocupa na sociedade, seu papel diante dela e, principalmente, sobre o processo de elaboração da escritura de sua obra.
Ironizando, repetidas vezes, o desejo que os leitores têm da narrativa tradicional, Clarice
Lispector transfigurada no narrador Rodrigo S. M., não abre mão de suas características mais marcantes, ou seja, a reflexão, o elemento acima do enredo, o "silêncio e a chuva caindo", que marcarão a personagem protagonista.

José Elísio, João Kleber, Ramon e Lucas

Clarice Lispector: Pequenos trechos/Grandes lições

À hora da estrela é um momento de libertação para alguém que, afinal “vivia numa cidade feita contra ela”.

A morte dela é um momento em que Eros (amor) se une a ta natos (morte), vida e morte, num momento doce e sensual.

Enquanto eu não tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever. (...) Pensar é um ato. Sentir é um fato.

“Tudo no mundo começou com um sim”. É preciso dizer sim para que algum comece, por isso, ela diz sim a Macabéa.

Erikson, Maria Camila e Ranna
“Então - ali deitada – teve uma úmida felicidade suprema, pois ela nascera para o abraço da morte”.


Texto reflexão: Momento de dor e solidão

O livro A Hora da Estrela, tem como personagem principal Macabéa moça do nordeste no qual tinha as pessoas que virava as costas para a ela só pelo de ser pobre ninguém se importava com ela, como se não existisse.
Era uma mulher que tinha aproximação somente com pessoas que só valorizava alguém pelo ter e nunca pelo ser, até mesmo seu namorado, e isso para ela foi o fim.
Buscando amor e amizade queria de qualquer custo saber se algum dia iria consegui que todos a valorizá-se pelo seu modo de ser, muito só e decepcionada com a vida só foi reconhecida depois que morreu.
Quando pensamos automaticamente estamos agindo mesmo em pensamento, por isso se torna um fato. É preciso que tenhamos coragem para enfrentar todos os obstáculos que a vida oferece por isso temos que dizer sim para as oportunidades.
Hoje em dia o Homem não se importa mais com o que pode acontecer se limitando a consegui cada vez mais, e buscando conhecer os outros cada vez menos.











Macabéa, quem és tu ?

Macabéa é uma personagem de Clarice Lispector(A Hora da Estrela) ela é uma garota virgem, nordestina, possui um sentimento de perdição no rosto e do corpo escasso.
Moradora da rua Acre, com mais quatro companheiros, ao se mudar do sertão de Alagoas para o Rio de Janeiro parecia que a cidade era feita contra ela, tola, solitária e desvalorizada por si mesma, tem vergonha de olhar-se no espelho, com seus grandes olhos e redondos definia a sua vida como um sopro era só viver, não questiona a sua existência , enfim Macabéia não tem vocação nem sonhos e é sem objetivos de vida, acreditava mesmo ter sido “soprada” no mundo como um silmples cisco que cai em nosso olho por acaso, mas era doce e obediente, limentava a lembrança de sua infância triste. Seu único luxo era o cinema uma vez por semana, a única paixão era “Goiabada com queijo” , e sua fantasia era ser “Estrela de Cinema”, não amava a vida, pois não vivia como uma planta que tem cheiro, sabor e sabe aproveitar os momentos que Deus nos permite transformando o seu dia em circo, onde o espetáculo é a convivência de quem amamos e respirarmos a pureza do ar para enfrentarmos todos os obstáculos e finalmente receber os aplausos de quem realemnte deseja o nosso sucesso.
Ao chegarmos ao final da historia de Macabéa, vimos que a única vez que ela se tornou uma estrela foi quando um carro a atropelou, matando-a. Finalmente, protagonista de sua própria morte, ela “é”; antes de partir ela dissera: “Hoje é o primeiro dia de minha vida: nasci”.

Sobre Clarice:
Curiosidades:

· A literatura brasileira era dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando a difícil realidade social do país na época. Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, quer pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, quer pelo estilo solto elíptico, e fragmentário, que críticos reputaram reminiscente de James Joyce e Virginia Woolf, se bem que ainda mais revolucionário.
· A obra de Clarice ultrapassou qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa francesa Hélène Cixous vai ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice).
· Seu romance mais famoso talvez seja A hora da estrela, o último publicado antes de sua morte. Este livro narra a vida de Macabéa, uma nordestina criada no estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro, e vai morar em uma pensão, tendo sua rotina descrita por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M.
· “A descoberta do mundo”, de Clarice Lispector, foi um dos livros prediletos do cantor, compositor e poeta Cazuza.
· Ainda jovem, à época esposa de diplomata brasileiro, serviu como voluntária na campanha da Itália durante a II Guerra Mundial, no corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira.

Andressa Gomes, Anne Flávia, Gabriela Suarez, Sanna Haindira.

Nascimento e Infância de Clarice Lispector

Clarice Lispector , assim como toda escritora caótica, nasceu de uma maneira diferente de todas as outras pessoas, durante uma viagem de sua família da Ucrânia para a América. Viveu toda a sua infância em Recife aonde ia desenvolvendo sua incrível capacidade criativa para criar textos que tinham um caráter psicótico diante de seus leitores.
Enquanto muito nova, sua mãe sofreu uma grave doença na qual estava debilitada não podendo realizar tarefas domésticas, em que sua irmã dedica-se a cuidar de todos e da casa.
Enquanto menina passa a freqüentar o Grupo Escolar João Barbalho, naquela cidade, onde aprende a ler enquanto sua família passa por sérios problemas financeiros. E para piorar a situação, no fatídico dia 21 de setembro falece sua mãe. Nessa época ela é matriculada no Collegio Hebreo-Idisch-Brasileiro, onde termina o terceiro ano primário. Estuda piano, hebraico e iídiche. Em uma ida ao teatro ela se inspira e escreve “ Pobre menina rica” no qual seu os originais foram pedidos, então seu pai adota a nacionalidade brasileira. Suas histórias eram diferentes das demais pois seus contos não tinham enredo e nem fatos, apenas sensações.
Em 1932, Clarice é aprovada no exame de admissão e, junto com sua irmã Tânia e sua prima Bertha, ingressa no tradicional Ginásio Pernambucano, fundado em 1825. Passa a visitar a livraria do pai de uma amiga. Lê "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, que pegou emprestado, já que não podia comprá-lo.
E a partir daí começa sua grande carreira como escritora amadora como gostava de se identificar.


Grupo: Mattheus, Silvino, Mayke, Harrisson e Rafael.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O que os outros dizem de Clarice... E você o que diz? Comente...



Clarice me fascina e me assusta. Porque ela parece saber mais de mim do que eu mesma. (MARIA ESMERALDA, atriz )


Era Clarice bulindo mais fundo onde a palavra parece encontrar sua razão de ser e retratar o homem. (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE )

Clarice não delata, não conta, não narra e nem desenha – ela esburaca um túnel onde de repente repõe o objeto perseguido em sua essência inesperada. (LÚCIO CARDOSO, escritor, cineasta, pintor e grande amigo.)


Não te escrevi sobre o teu livro de contos ( Laços de Família) por puro encabulamento de te dizer o que penso dele. Aqui vai: é a mais importante coleção de histórias publicadas neste país na era pós-machadiana. (ÉRICO VERÍSSIMO, escritor e amigo. )


Clarice Lispector requer pesquisas que privilegiem livros específicos, recusando o modelo totalizador da crítica historiográfica. (REGINA ZILBERMAN, Doutora em Letras, professora, escritora.)


Hoje já não é um excesso dizer que Clarice inclui-se, na cultura da modernidade, na linhagem de criadores tangidos pelo desassossego, aqueles que obedecem mais aos imperativos da pulsão do que às leis que presidem as convenções formais. (LÚCIA HELENA VIANNA, Doutora em Letras, professora, escritora, co-diretora da ALACL. )
Equipe de Gwiniffer, Sandy, Ranna e Bruno

quarta-feira, 29 de abril de 2009

TEXTO DE EX-ALUNA DO COLÉGIO PEQUENO PRÍNCIPE

OBS: O 9º ano do Colégio Pequeno Príncipe sente-se honrado em abrir espaço para uma ex-colega e grande amiga: Amanda Bomfim.

Andei. Percorri caminhos estreitos, passei por bosques, quase afundei na areia movediça. Deixei minha trilha nessa imensa floresta cheia de atalhos, clareiras e esconderijos. Ao lembrar toda a minha trajetória por ela, penso nas árvores que derrubei por impedirem minha passagem, nas noites tempestuosas em que me escondi dentro de cavernas para não ser molhada pela chuva e nas noites em que, sem encontrar abrigo, confundi minhas lágrimas com as gostas que caíam do céu; nos dias ensolarados, quando todos os pássaros pareciam cantar uma linda melodia só para mim; nas vezes em que enfrentei corajosamente os predadores, lutei e sobrevivi; Naquelas horas em que me tornei um deles e encurralei minha presa.
Foram muitas, muitas as vezes nas quais, ao deparar-me com a dúvida entre duas estradas, escolhi aquela em que a terra já estava macia pelos passos de outros que ali passaram muito antes de mim. Pois, não nego,“tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação”. Porque é humanamente natural temer aquelas estradas onde não haverá placas de orientação mostrando-nos a direção. Como saber se o fim delas será em um jardim ou em um precipício? Sim, talvez, deixando-as para trás, eu (assim como tantos outros antes e depois de mim) tenha perdido a chance de colher muitas flores, e esse pensamento assombra-me quando lembro que os frutos que colhi das minhas escolhas podem ser encontrados em tantas outras cestas. Entretanto, tais reflexões chegaram tarde, pois o Tempo não nos dá tempo suficiente para voltar e começar de novo quando já se está tão perto de chegar ao fim.
Mesmo assim, sei que os sóis que vi brilharem, as luas que vi reluzindo o brilho destes, nunca serão para mais ninguém os mesmos que foram para mim, mesmo que minhas pegadas na terra sejam seguidas uma a uma, assim como uma mesma música nunca será igual se cantada por intérpretes diferentes. Orgulho-me, agora que, depois de tantos anos de caminhada, minhas forças para explorar vão finalmente esgotando-se, de ter deixado minha marca, seja ela lembrada ou não, nestes caminhos tortuosos e perigosos da Vida.

Amanda Bomfim

“Pensar é um ato. Sentir é um fato”


Pensamentos e visões de Clarice Lispector sobre o amor, a vida e o autoconhecimento.

O amor foi uma descoberta atrasada que aconteceu em sua vida. Clarice Lispector até mais que treze anos não o conhecia. Mas, com o decorrer do tempo achou a relação profunda de amor entre o homem e a mulher, modo pelo qual um casal se une e nascem os filhos, algo de grande perfeição e delicadeza.
Segundo ela, sofrera muito antes de se reconciliar com o processo de vida, do qual fazia parte o amor, causador de seu sofrimento. E tal fato seria evitado se soubesse como era o amor. Porém, mesmo depois de conhecê-lo melhor continuou com pudor, o qual julgava pudor apenas feminino. E uma vez escreveu: “... cheguei a poder amar. Até esta glorificação: Eu amo o nada.”
Em sua concepção, viver era questão de ideal: “Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.” Seu ideal era lutar pelo bem dos outros, o que sempre quis desde pequena. Mas o destino a fez escritora, uma pessoa que procura o que profundamente sente e usa a palavra que o exprima. Coisa que para ela era pouco, muito pouco para o seu ideal de vida.
Noutros parágrafos já dizia “Também sei das coisas por estar vivendo. Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe.” e que a vida sempre superexigiu dela, porém ouvira como consolo de uma amiga que ela, Clarice, também superexige da vida.
Diante de tantos pensamentos, como diria, diante de tantos atos, Clarice não se dizia intelectual, mas sim, escritora. Para ela intelectual era usar a inteligência e escritora, como fazia, era usar seu instinto e sua intuição: “Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.”
Não considerava sua paixão por escrever livros uma profissão, escrevia quando queria, quando vinham o instinto e a intuição, isto é, quando o livro, a escrita, vinha espontaneamente até ela. E por fim dizia: “Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”

(Maria Clara, Ana Carla, Guilherme e Thaís)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Texto a partir de imagem


Como era de costume, passava todos os dias na rua das Flores, e uma coisa me chamava a atenção: uma mulher que sempre ficava apreciando as flores do seu jardim.

Um dia, parei e fiquei reparando ...Pelo seu olhar percebi que lhe aguçava todos os sentidos. Com os ouvidos, ela escutava o som dos pássarose da natureza. Seu nariz permitia-lhe sorver o cheiro das florese do ar. A boca ela usava para sentir o sabor do vento que a beijava apaixonadamente. Com o tato, sentia o abraço que a brisa da manhã lhe dava com tanto amor. Com os olhos, para mim os mais encantadores, ela buscava no horizonte todos os outros sentidos e mais um...um que ela usava para escrever.

Seu nome era Clarice Lispector!Descobri que eu era só um expectador olhando aquela perfeita e enigmática figura feminina!


Ass: José Elísio Neto ( 9º ano - Colégio Pequeno Príncipe)